Embora a Justiça tenha determinado a manutenção de 100% da frota de ônibus em operação, dados revelam que, neste domingo, 29% dos veículos estavam estacionados nas garagens em São Paulo.
Taxa de ônibus em circulação
De acordo com dados do Businfo, 71,7% da frota de ônibus em São Paulo estava em operação às 13h20 deste domingo (25/10). Isso significa que 3.898 veículos da frota municipal, que conta com 13.790 ônibus, permaneciam estacionados nas garagens, contrariando ordens judiciais que determinavam a presença de 100% dos ônibus em circulação.
Em comparação, no Rio de Janeiro, a taxa de operação foi de 100%, já que os ônibus que estavam em manutenção não foram contabilizados. Essa diferença levanta preocupações sobre a eficácia do transporte público na cidade, especialmente em dias importantes como o de votação.
Comparação com o Rio de Janeiro
A gestão da frota de ônibus em São Paulo apresenta desafios críticos, especialmente se comparada a cidades como o Rio de Janeiro. Enquanto a capital fluminense mantém todos os seus veículos operacionais, São Paulo enfrenta dificuldades significativas para manter sua frota de ônibus ativa. Além disso, a situação se agrava em momentos de alta demanda, como nas eleições, em que a mobilidade da população é fundamental.
No domingo da eleição, a prefeitura, sob a liderança do prefeito Ricardo Nunes (MDB), anunciou que a quantidade de veículos em operação seria similar à de um sábado, apesar da determinação judicial que pedia um esquema equivalente ao de dias úteis.
Reação da prefeitura e contexto eleitoral
A resposta da gestão municipal ao pedido judicial foi considerada insatisfatória, uma vez que não foram realizados esforços adequados para garantir que toda a frota de ônibus em São Paulo fosse mobilizada. Relatos indicam que a ordem para que os motoristas comparecessem ao trabalho foi dada tardiamente, gerando dificuldade para que o número ideal de veículos estivesse disponível.
A situação foi bastante criticada por integrantes do Conselho Municipal de Trânsito e Transporte, que destacaram a necessidade de pelo menos 85% de operação para um serviço eficaz de transporte público. Contudo, a taxa observada no dia foi notoriamente inferior, colocando em evidência a fragilidade do sistema de transporte em situações de alta demanda.



