Contexto do Culto na Praça da Sé
No último dia 25 de julho de 2026, a Praça da Sé, um dos locais mais emblemáticos de São Paulo, foi palco de um culto liderado pelo pastor Vanderson Almeida do Couto, também conhecido como Vanderson Trovão. Esse evento é parte importante da rotina da Igreja Evangélica Assembleia de Deus Ministério da Libertação, fundada pelo próprio pastor há quase 14 anos, com sede em Maringá (PR). A igreja realiza cultos mensais na praça e se dedica a ações sociais, como a distribuição de alimentos e Bíblias para pessoas necessitadas, além de encaminhar indivíduos a um centro de recuperação mantido pelo pastor.
O Vídeo que Gerou Polêmica
Um vídeo divulgado por Vanderson em suas redes sociais gerou um grande alvoroço. No registro, o pastor expõe sua indignação em relação a uma abordagem da Guarda Civil Metropolitana (GCM) ocorrida durante o culto. Ele afirma que os agentes intervieram de forma inadequada e hostil, interrompendo a atividade religiosa. O pastor alega que possuía a autorização da prefeitura para o evento, e que a GCM questionou o uso de equipamentos sonoros sem justificar de maneira clara qual seria a infração cometida.
A Acusação de Perseguição Religiosa
Conforme relatado pelo pastor, ele se sentiu alvo de uma perseguição religiosa, afirmando que a GCM estava agindo de maneira intolerante. O pastor menciona que a autorização que recebeu da prefeitura incluía o uso de equipamentos como amplificador de som e microfone, mesmo que a documentação formal não os mencionasse explicitamente. Ele declarou à GCM que a configuração do som estava em volume baixo e solicitou que os agentes houvessem mais consideração pelo trabalho que desenvolve com a comunidade.
Reação da Comunidade Evangélica
A situação gerou reações diversas na comunidade evangélica. Muitos apoiaram Vanderson, condenando o que consideram uma falta de respeito à liberdade religiosa. Em entrevistas, o pastor afirmou que sua história de cultos na Praça da Sé nunca havia sido marcada por tão grande conflito. A abordagem, segundo ele, levantou preocupações sobre o respeito aos direitos dos evangélicos no país.
Liberdade Religiosa em Debate
O episódio também reacendeu um debate mais amplo sobre a liberdade religiosa no Brasil. O pastor Vanderson argumenta que a liberdade de culto deve ser um direito garantido a todos, independentemente de crença. Durante sua declaração, ele mencionou que se opõe à intolerância religiosa e que é fundamental que todos os grupos, incluindo religiões de matriz africana como o candomblé, tenham os mesmos direitos, enfatizando que a perseguição religiosa deve ser combatida de forma igual para todos.
A Importância da Autorização para Eventos
A legalidade da realização de eventos em espaços públicos é um aspecto essencial no contexto das abordagens. Vanderson apresentou documentação que comprova a autorização da Subprefeitura da Sé para o evento, o que levanta questões sobre possíveis falhas na comunicação entre a GCM e a administração municipal. O termo emitido para o culto estabelecia horários e condições, mas a ausência de detalhes específicos sobre os equipamentos sonoros na documentação gerou confusão durante a abordagem.
Histórico de Cultos na Praça
A Igreja Evangélica Assembleia de Deus Ministério da Libertação já acumulou um histórico de 13 anos realizando cultos na Praça da Sé. O pastor Vanderson relata que houve duas ocasiões anteriores em que a GCM fez abordagens enquanto ele utilizava um megafone sem autorização. Nesses casos, disse que seguiu as orientações e começou a regularizar as permissões para a realização dos cultos. No entanto, esta foi a primeira vez que enfrentou um embate com a GCM após a obtenção da autorização.
Intolerância Religiosa e Seu Impacto
A intolerância religiosa é um tema que continua sendo amplamente discutido no Brasil. A situação do pastor, segundo ele, ilustra um problema mais profundo de tolerância e respeito entre diferentes práticas religiosas. Vanderson aproveitou a oportunidade para ressaltar que a perseguição aos evangélicos vem aumentando, e pediu que a sociedade tome consciência dessa realidade, criando um espaço de diálogo e entendimento entre as diferentes crenças.
Próximos Passos do Pastor Vanderson
Após o incidente, o pastor Vanderson anunciou que se reunirá com autoridades, incluindo o prefeito Ricardo Nunes, para discutir o ocorrido. Ele recebeu um convite de dois deputados para essa reunião, que está programada para o dia 28. Apesar de estar se articulando politicamente, Vanderson salienta que não está envolvido em questões políticas e que seu foco permanece sendo a defesa dos direitos religiosos.
A Resposta da Prefeitura e da GCM
Ainda não se tem um posicionamento claro da Prefeitura de São Paulo ou da GCM sobre a abordagem do último sábado. A Secretaria Municipal de Segurança Urbana foi questionada sobre as alegações do pastor e a possível medição do volume de som, mas, até o momento, não houve retorno. A expectativa é que as autoridades se pronunciem em breve para esclarecer os procedimentos envolvidos na abordagem e as diretrizes que regulamentam o uso de equipamentos sonoros em espaços públicos.



